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Esperança x Mudança

Tuppi Propaganda. Existem algumas razões pra essa agência ter recebido esse nome. “Tuppi” é uma tentativa de aproximar nossa identidade da imagem desse país chamado Brasil. Foi um jeito de reafirmar nossos valores culturais e de demonstrar nosso respeito por essa nação grandiosa e apaixonante. Infelizmente, tudo isso que nos inspira, às vezes é posto sob a sombra de fatos lamentáveis. E é movido por um acontecimento recente que hoje passarei a acompanhar atentamente uma disputa que é travada nesse país: Esperança x Mudança. A partir de hoje, cada vez que eu souber de algum fato ou notícia que tenha contribuído para transformação e melhoria desse país, a Mudança marcará 1 ponto. Quando for o contrário, e esse acontecimento aumentar ainda mais a gravidade da nossa situação, será a Esperança quem marcará 1 ponto. E quanto a isso, talvez eu deva dar maiores explicações.

Pois bem. Pra mim, a esperança é um sentimento oportunista. Ela se aproveita dos momentos de tristeza e decepção pra moderar a gravidade e o absurdo das situações. Ela nos faz aguardar. Nos transforma em agentes passivos e, às vezes, conformado. É quando algo de ruim acontece que nos apegamos à ‘esperança’. Quando algo não vai bem, é a esperança que nos faz crer que aquilo poderá mudar. Porque é isso que nós queremos: a mudança. Ou alguém que está feliz tem ‘esperança’ de ver sua vida de outro jeito? Por isso é que estou convencido: a esperança nos acomoda. A mudança nos transforma.

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Esperança 1 x 0 Mudança | A disputa continua

Será que é possível dizer, numa mesma frase, que uma freira norte-americana que vivia no Brasil e participava de ações de apoio aos sem-terra foi morta a tiros em 2005, no Pará, mas graças ao trabalho da policia, 2 homens foram presos após confessarem o crime que, para o Ministério Público, foi cometido a mando do patrão, o fazendeiro Vitalmiro Bastos, condenado a 30 anos de prisão e em seguida absolvido após um 2º julgamento? No Brasil, é. E isso me revolta!

Se a Esperança marca 1 ponto, é sinal de que as coisas ainda precisam mudar.

Só na Bahia

A entrevista concedida pelo professor Antônio Natalino Dantas, do curso de medicina da UFBA, fez muita gente se sentir ofendida. O professor declarou à um programa da rádio Band News que o mau desempenho dos estudantes de medicina daquela faculdade estava relacionado a uma deficiência de QI do povo baiano. Não ficou só por aí. O professor também fez comentários a respeito do Olodum, a respeito do berimbau e da incapacidade do baiano em promover o desenvolvimento da Bahia como um todo.

Pois bem. É provável que muitos tenham ficado estarrecidos, como também é bem provável que muitos por aí tenham dito coisas do tipo “é isso mesmo”, “baiano não quer nada”.

O professor não tem mais vinte e poucos anos e é bem possível que, apesar de preconceituosas, suas declarações sejam apenas o reflexo de alguns traços de personalidade que, não raro, acompanham a chegada da idade. Um senhor rabugento - se é que assim fica mais claro.

Eu, pessoalmente, não escuto o Olodum quando estou em casa. Nem tão pouco tenho um berimbau pendurado na parede da sala. Confesso, inclusive, que não me identifico com a imagem estereotipada que foi forjada para representar o povo da Bahia. E, como muitos, tenho severas críticas a um monte de coisas que me incomodam nessa terra. Acima de tudo, porque quero vê-la crescer. Mais e melhor.

Baiano eu sou. Vou em festas e como acarajé. Mas não jogo capoeira, não sei quem é Iansã, nem nunca decorei o hino do Senhor do Bonfim. Isso só para citar alguns amuletos da imagem recorrente. Pra ser honesto, me agrada saber que eu não sou igual. Me agrada saber que “ser baiano” é ser muita coisa. É isso que me orgulha em ter nascido aqui: saber que não há ninguém igual a nós.

Costumo dizer que a Bahia está para o Brasil, como o Brasil está para o mundo. E para esse professor, eu gostaria de dizer que Caetano Veloso, em mil novecentos e Gilberto Gil, foi altamente Jorge Amado pela maneira Rui Barbosa como se Milton Santos. Enquanto o senhor se Raul Seixas, a Bahia se Gal Costa abertamente, nesse Elsimar Coutinho que os tempos de Bethânia nos João Gilberto. Portanto, eu Leleco que todos me Nizan Guanaes, na tentativa de Glauber Rocha um pouquinho mais a Bahia. Porque de Carlinhos Brown em Carlinhos Brown, se faz um Castro Alves.  E Waly Salomão, daquele que disser o contrário!

Fronteiras do Pensamento - parte II

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Na última sexta-feira fui ao Teatro Castro Alves em companhia do meu xará Lucas Souto, para a palestra de abertura do Fronteiras Braskem do Pensamento, que traz à Bahia um ciclo de conferências com alguns dos mais importantes artistas e pensadores contemporâneos.

Na ocasião, o filósofo francês Bernard-Henri Lévy (ou BHL, como é mais conhecido) falou sobre passagens marcantes em sua vida de filósofo e discorreu sobre momentos históricos da sua trajetória de pensador (ah! Entre outras coisas, BHL é multimilionário, dono de uma das 10 maiores fortunas da França, já teve inúmeras obras publicadas, foi correspondente de guerra e faz parte do governo Sarkozy).

Segundo ele, seus colegas, pensadores e europeus do século XXI, foram inevitavelmente influenciados por fatos de relevância história que até então eu desconhecia: o terror da presença nazista na Europa, quando, segundo ele, o conceito de ‘mal’ foi substituído pelo de ‘doença’ - procura-se uma cura através do ‘extermínio’ de um vírus; e a revolução do Cambodja, onde houve uma real mudança de valores populares, influenciando inclusive a base social que é a formação da linguagem.

Resumindo: a palestra foi bastante interessante, mesmo com os conhecidos lapsos de tempo e falsos cognatos, normais em uma tradução simultânea. Vale a pena conferir as próximas atrações no site do evento!

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Fronteiras do Pensamento - Bernard Henri Levy

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Ontem teve início o maior encontro aberto da intelectualidade baiana: Fronteiras Braskem do Pensamento.
Filósofos, ensaístas, cineastas, escritores, artistas, políticos e grandes pensadores da humanidade marcarão este grande evento promovido pelo Braskem visa disponibilizar ao público baiano acesso a estas personalidades.

Na noite passada acompanhamos o francês Bernard Henri Levy, conhecido como BHL, ou o sósia de “Diogo Mainardi”.
O seu discurso foi interessante na defesa do anti-totalitarismo em qualquer regime, seja no de extrema esquerda ou extrema direita. Pois todas as ditaduras sejam: castristas, leninistas, franquistas, e outras tantas acabam gerando enormes genocídios.

Como base de seu discurso ele fala de 4 marcos na historia que deveriam ser observados por qualquer pensador contemporâneo a ele(nascido nos fins da decada de 40), são eles: Auschwitz (campo de concentração que aniquilava os judeus em massa), as revoluções estudantis da decada de 60, a revolução cambojiana e a o pensamento por parte dos estadistas que transformavam o conceito de mal em doença, e como tal deveria ser tratada e aniquilada.

Ao fim BHL ainda teve tempo para responder a várias perguntas como: “Estaríamos vivendo uma época em que os valores de intolerância, e subserviência ao mercado dos EUA, eram os valores que regiam o mundo?”. O francês discordou da afirmação por acreditar que os EUA são uma nação com liberdade democrática e bem avançada nos direitos humanos.

Uma aula interessante para abrir as fronteiras do pensamento.

Eles não conseguem largar o osso…

Ano passado a oposição seja por idealismo ou por birra (mais provável) conseguiu derrubar um imposto que rendia 40 bilhões ao governo, a CPMF. Não penso ser uma taxa tão ruim de ser paga quanto o IR, ISS (Imposto sobre Serviço de qualquer natureza), IPI, IPTU e seus respectivos valores que grande parte da população nem tem idéia de quanto paga.

De qualquer forma era um imposto a menos a pagar dos nossos mais de 146 dias de trabalho que dedicamos a pagar nosso ao jurássico, impotente e incompetente estado.

De qualquer forma seria uma alegria tributária aos bolsos de todos os brasileiros que tem conta em banco.

De qualquer forma seria doce saber que estamos sendo um pouco menos surrupiados.

De qualquer forma seria no mínimo recofortante saber que tiramos deles ao menos 5% do orçamento do Governo e teriamos esse dinheiro de volta.

Mas a alegria durou pouco.

Um pacote (que Lula diz detestar) visa recuperar boa parte dos recursos perdidos com o fim da CPMF. E no fim das contas acabaremos pagando da mesma forma e a gastança de dinheiro público continuará a mesma.

Resta esperar que a ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) proposta pela oposição seja aceita, e esse pacote sofra de vício de inconstitucionalidade.

Sem conversa fiada. Todos sabemos que essas novas aliquotas vêm para manter a receita anterior. Mas eles não conseguem largar o osso.

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