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Propaganda Política na web 2009 - Legislação

Continuando o post de Peu, para ajudar os colegas de profissão e interessados no assunto, seguem abaixo alguns artigos importantes sobre o assunto:

 

Art. 57 - A. É permitida a propaganda eleitoral na internet, nos termos desta Lei, após o dia 5 de julho do ano da eleição.”

Art. 57 - B. A propaganda eleitoral na internet  poderá ser realizada nas seguintes formas:

I - em sítio do candidato, com endereço eletrônico comunicado à  Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no País;

II -  em sítio do partido ou da coligação, com endereço eletrônico comunicado à  Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no País;

III – por meio de mensagem eletrônica para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação;

IV - por meio de blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e assemelhados, cujo conteúdo seja gerado ou editado por candidatos, partidos ou coligações ou de iniciativa de qualquer pessoa natural.”

Art. 57 - C. Na internet, é vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga.

§ 1º É vedada, ainda que gratuitamente, a  veiculação de propaganda eleitoral na internet, em sítios:

I – de pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos;

II – oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Art. 57 - E.  São vedadas às pessoas  relacionadas no art. 24 a utilização, doação ou cessão de cadastro eletrônico de seus clientes, em favor de candidatos, partidos ou coligações.

§ 1º É proibida a venda de cadastro de endereços eletrônicos.

Art. 57 - G. As mensagens eletrônicas enviadas por candidato, partido ou coligação, por qualquer meio, deverão dispor de mecanismo que permita seu descadastramento pelo destinatário, obrigado o remetente a providenciá-lo no prazo de quarenta e oito horas.

Parágrafo único. Mensagens eletrônicas enviadas após o término do prazo previsto no caput sujeitam os responsáveis ao pagamento de multa no valor de R$ 100,00 (cem reais), por mensagem.

 

Dica do Eduardo Yeh

Senado libera uso da internet em campanhas eleitorais.

Na minirreforma eleitoral aprovada hoje no Senado a toque de caixa, os senadores retiraram do texto as restrições ao uso da internet nas campanhas eleitorais de 2010. Pelo projeto, que agora precisa ser votado pelos deputados para valer para as eleições do ano que vem, não haverá nenhum tipo de censura à internet, com a livre manifestação de pensamento nos sites de notícias, blogs, redes de relacionamento e de mensagens instantâneas durante as campanhas eleitorais. É vedado o anonimato e garantido o direito de resposta.

A única restrição imposta foi às TV Web que nos debates terão de seguir as mesmas regras das televisões. Ou seja: ter a participação de dois terços dos candidatos às eleições majoritárias, com pelo menos 10 deputados federais. “Do meu ponto de vista essa exigência é descabida, uma vez que aprovamos a liberdade total na internet”, reclamou o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP).
A liberdade total na internet foi aprovada por acordo com o aval de todos os partidos políticos. “A internet é uma tecnologia que veio para ficar e deve ser totalmente livre”, afirmou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que deixou a presidência da sessão para descer ao plenário e se manifestar favoravelmente ao fim de qualquer restrição na internet. “Não há a menor condição de exercer censura na internet. Ela nasceu livre e deve permanecer livre”, disse a líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC).

Para mais informações, clique aqui.

Polêmica com anúncio da WWF e americanos

Saíu no Brainstorm9 (que viu no The Denver Egotist ) a seguinte notícia:

Premiado com Merit no OneShow deste ano, somente há alguns dias virou assunto na internet a peça impressa abaixo, em que a WWF diz que o tsunami na Ásia matou 100 vezes mais pessoas do que o ataque ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001. O anúncio mostra dezenas de aviões indo em direção a Manhattan e colisão iminente.

É a conhecida tática de usar uma tragédia para dizer que a outra tragédia merece mais a nossa atenção. Isso já foi feito dezenas de vezes na propaganda, mas é claro, mexer com o 11 de setembro é inadmissível para os primos ricos do norte.

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Com a polêmica instalada, a WWF condenou a peça e disse que jamais viu e aprovou a criação. A DM9 distribuiu nota declarando que “O anúncio Tsunami para a WWF Brasil foi criado em dezembro de 2008. A agência se desculpa a todos que foram afetados ou ofendidos com o anúncio. Este anúncio nunca deveria ter sido feito e não retrata a filosofia desta agência”.

A mídia também se voltou contra o One Club, por ter premiado a peça, e em declaração ao NY Daily News, a DDB Brasil usou a velha saída de “os responsáveis pelo anúncio já não trabalham mais na agência”.

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Mesmo com a grande cobertura de jornais e emissoras de TV dos EUA sobre o assunto, o golpe mais veemente veio do apresentador Keith Olbermann da MSNBC. No programa “Countdown”, ele coloca a equipe da DDB Brasil na lista das piores pessoas do mundo, e finaliza dizendo que espera, francamente, que o CEO da agência “morra de fome nas ruas”.

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O CCSP também cobriu o caso. Lá no Brain9 achei também o link para o VT da campanha e pelo twitter, soube da notícia de um suposto contato do FBI com a agência com uma ameaça de que alguns dos envolvidos na criação da campanha talvez nunca mais poderão pisar em solo americano novamente.

Ah, e em retaliação a tudo isso, a diretoria do One Show baniu a DDB Brasil das premiações por 5 anos.

E aí, pessoal?

Obama Art

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No clima da posse do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, destacamos o trabalho de um artista de rua que nasceu na Carolina do Sul e viveu durante muito tempo marginalizado e desconhecido. Shepard Fairy criou o famoso poster vermelho e azul de Obama expontâneamente, para apoiar sua candidatura, e nem imaginaria que sua arte viraria ícone de uma das maiores mudanças no cenário políticio mundial.

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A equipe de campanha de Obama utilizou a arte de Fairy como símbolo central de sua divulgação e graças a isso, o antes desconhecido grafiteiro, agora vende e exibe suas peças em grandes galerias dos Eua.

Confira uma entrevista com ele clicando aqui, ou conheça a biografia do artista, clicando aqui - em inglês.

Tempo de mudança.

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No mês de novembro, muitas mudanças estão a caminho da nossa tribo, e também para o mundo. A Tuppi acaba de mudar de sede com intuito de crescer e ampliar as perspectivas do seu futuro. Paralelamente, no dia 4 deste mesmo mês, os norte americanos resolveram escolher mudar para crescer e renovar as esperanças de um futuro mais próspero.

A Tuppi, representando a ampliação de uma agência criativa, ética e comprometida com resultados. Os Estados Unidos, na esperança de uma economia forte e maior respeito aos direitos civis. A tribo  tem o seu “Obama” no espirito de poder e fazer acontecer. Obama tem a sua “tribo” no desejo de construir melhores relações com o mundo. Aguardamos o melhor das mudanças e, com esperança, apresentamos o discurso do novo presidente americano:

[VIDEO: Discurso de Obama]

Marketing Político - Entrevista com o vencedor das eleições

Marketing político é uma tema que nasce polêmico por si só, e que desperta curiosidade e interesse para muitas pessoas. Contudo ainda há pouco obra escrita para um mercado de tamanho tão grande. Há excelente livros sobre política, sobre pesquisas, sobre comportamento humano, sobre criação de propaganda; contundo a mistura de todos os temas em livros sobre essa matéria que define eleições e rumos de cidades, estados e paises poderia ser mais rica dada a importância.

Resta a nós uma boa opção para conhecer mais sobre o assunto: entrevistas com aqueles que fazem na prática o Marketing Político.

No “Bahia Notícias” saiu recentemente uma bela entrevista com Mauricio Carvalho (ex-Propeg), o coordenador da vitoriosa campanha de João Henrique:

http://www.bahianoticias.com.br/noticias/entrevistas/2008/11/01/66,mauricio-carvalho.html#

Celebridades? Não, pobreza.

O famoso fotógrafo de moda britânico John Rankin, acostumado a fotografar celebridades como a modelo Kate Moss e a cantora Britney Spears, mirou suas lentes no drama de um campo de refugiados da República Democrática do Congo, na África.

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“Eu acredito que estamos ficando anestesiados com as fotos tradicionais que temos de vítimas do conflito”, disse Rankin.

“Ao aplicar o mesmo estilo que uso quando fotografo as celebridades, eu tentei ir além do clichê e mostrar o lado humano do conflito.”

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A tribo achou a idéia muito interessante!

Fonte: BBC Brasil

Eleições 2008

Estive recentemente em Itaparica (ver notícia anterior) e a cidade está completamente decorada pela propaganda política. Foi curioso notar o nome de alguns candidatos. Agora eu não me lembro direito, mas era algo como: Mário do Fórum, Rita da Feira, João do Mercado. Enfim, foi lá que eu me deparei com essa pérola abaixo:

eleições

Risos em Quadros

Eleições em Salvador. Última pesquisa do IBOPE…
quadrinho

Vá por mim: vote nulo (se deixarem…)!

Não morda a língua portuguesa

A Prefeitura de Salvador colocou no ar uma campanha que destaca as obras realizadas na cidade. Muitas imagens e uma música no melhor estilo ‘pagode da Bahia’: “E tome obra! Tome obra!”. Em meio a isso, um  apresentador informa alguns dados e termina dizendo: “É obra que não acaba mais!

Na hora eu ri e pensei: “Ele disse isso mesmo?”. A princípio, é claro que eu entendi que o que ele quis dizer foi que a Prefeitura vem realizando inúmeras obras. Mas foi inevitável rir ao perceber que ele também dizia que a obra começa, mas quando ela acaba, aí já é outra história.

Em outro caso, um partido do qual não me lembro a legenda, reuniu vários prefeitos para mostrar a qualidade de suas administrações. Um deles, uma prefeita, jovem e simpática, finaliza seu texto com um daqueles slogans que toda administração pública tem. E eu pude escutar: “Prefeitura de Tal Lugar. Honestidade Corrupção Zero”. Assim. De um tiro só. Sem pontuação. Novamente o espanto: “Ela disse o quê aí?”. Novas risadas. Coitadinha da prefeita. Possivelmente entregaram a ela um texto correto, mas na hora de gravar, ela não deu a pausa que enfatizaria a palavra “honestidade” e ficou parecendo que, naquela cidade, a corrupção e a honestidade eram ambas iguais a zero.

Duda Mendonça já declarou que “comunicação não é o que se diz, mas é como os outros te entendem”. Bom. Nem todos os candidatos se deram conta disso ainda.

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