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CENP começa novo ciclo

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Lí no Portal da Propaganda que no dia 1º de dezembro foi assinado um acordo sobre BV (Bonificação de Veiculação), rebatizado de Plano de Incentivo, um potencial divisor de águas na história dessa entidade e do mercado publicitário.

“…E não apenas porque finalmente começará a ser colocada sobre a mesa uma prática histórica e sempre pouco clara entre agências e veículos, com graus diversos de participação de anunciantes (que oscilam entre o “não saber que isso acontece” e a aceitação do fato, até o envolvimento pouco ético de alguns clientes nesse dinheiro extra gerado pelas verbas publicitárias das empresas).”

Achei um ótima notícia para nós, já que constantemente passamos por situações muito desconfortáveis (para não chamarmos de “bizarras”), envolvendo veículos, clientes e espertinhos que conseguem burlar o sistema utilizando uma série de jogos de influência no nosso mercado.

Eu sou contra os birôs de mídia.

O surgimento deles só foi bom para mostrar que a agência tem que ser reconhecida (e remunerada) pelo potencial criativo e estratégico de solucionar os problemas dos clientes mesmo, porém lá no exterior os birôs proliferaram como pragas.

E hoje, muita gente já está revendo o grande problema de ter a mídia fora da agência de propaganda. Acabaram ficando reféns de instituições que só se interessam no comissionamento dos planos de veiculação.

“Acordo Serviços de Mídia Brasil

O presente acordo vincula as entidades signatárias das Normas-Padrão do CENP e visa ao aprimoramento técnico do instrumental de serviços de mídia disponível no país, atendidas as peculiaridades de anunciantes, agências de publicidade e veículos de comunicação, em cada mercado, além das condições indispensáveis à concorrência entre as empresas.

Propósito principal

- Anunciantes desejam a melhoria da qualidade dos serviços de mídia no Brasil e que importantes conquistas técnicas, obtidas globalmente, sejam incorporadas ao menu básico das agências que os atendem no País.

- Veículos de comunicação defendem e sustentam o modelo brasileiro de agência full-service e reconhecem a importância da qualificação do processo de mídia como uma condição essencial para a melhoria continua e sustentável do negócio de comunicação comercial no Brasil.”

Continue lendo aqui.

Marketing Político - Entrevista com o vencedor das eleições

Marketing político é uma tema que nasce polêmico por si só, e que desperta curiosidade e interesse para muitas pessoas. Contudo ainda há pouco obra escrita para um mercado de tamanho tão grande. Há excelente livros sobre política, sobre pesquisas, sobre comportamento humano, sobre criação de propaganda; contundo a mistura de todos os temas em livros sobre essa matéria que define eleições e rumos de cidades, estados e paises poderia ser mais rica dada a importância.

Resta a nós uma boa opção para conhecer mais sobre o assunto: entrevistas com aqueles que fazem na prática o Marketing Político.

No “Bahia Notícias” saiu recentemente uma bela entrevista com Mauricio Carvalho (ex-Propeg), o coordenador da vitoriosa campanha de João Henrique:

http://www.bahianoticias.com.br/noticias/entrevistas/2008/11/01/66,mauricio-carvalho.html#

As agências e o valor percebido

Artigo do Rafael Sampaio - Revista ABOUT

A questão da remuneração das agências de propaganda tem um aspecto objetivo e outro subjetivo que se integram, exatamente como acontece com qualquer produto ou serviço que esteja no mercado. O valor sempre é uma combinação de diversos aspectos racionais e emocionais. Racionais como as métricas do que se compra e vende; a capacidade de entrega de uma solução ao consumidor/usuário – seja para resolver um problema ou aproveitar uma oportunidade; e a qualidade efetiva da relação comercial. Emocionais como a carga simbólica inerente ao bem transacionado e aquela resultante da combinação dos valores construídos pelo processo de branding; a sensação de acerto e nível de orgulho do próprio ato de uso e consumo; e a percepção do valor da mercadoria ou serviço pelo entorno imediato e ampliado do consumidor.
Devido à minha singular posição de poder trafegar com desenvoltura entre anunciantes e agências, posso afirmar que existe um grande desencontro entre o valor percebido pelo anunciante e a proposição de valor da agência.

Há momentos nos quais o valor racional é subjugado pelo valor emocional, seja por falta de visão adequada do cliente, seja por falha na capacidade de posicionamento da agência (coletiva, da própria categoria de negócios, e particular). Em outros, é a emoção que minimiza a razão, seja pela falta de parâmetros comuns para definir a qualidade do que se negocia, seja pela ausência de argumentos objetivos sobre o que se oferta.

As culpas são mútuas, todos sabemos, mas cabe às agências recordar que o ônus da criação do valor cabe a quem produz o bem ou presta ou serviço. São inúmeras as formas de se criar essa percepção de valor, muitas delas do absoluto domínio da agência, uma vez que fazem parte do espectro de serviços que ela oferece a seus clientes.
No dia-a-dia do publicitário, não é raro que ele se depare com a dificuldade do anunciante entender o extraordinário potencial de criação de valor que seu trabalho pode proporcionar às marcas que atende. Mas é igualmente comum que se observe a clássica situação da casa-de-ferreiro-espeto-de-pau, na qual as agências pouco usam de seu próprio remédio para incrementar o valor do que fazem aos olhos dos clientes.

Há que se mudar essa situação – e penso que cabe às agências a iniciativa do primeiro passo.

“O primeiro a gente nunca esquece”

w_livro11.jpgFoi lançado o novo livro de Washington Olivetto na noite da última segunda-feira, 8 de setembro, no restaurante do Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo.

O livro reúne textos de personalidades que em algum momento usaram o famoso jargão para falar sobre assuntos diversos. A frase, todos nós sabemos, refere-se ao comercial, criado pela W/GGK para a Valisère, em abril de 1987.

Com quase 400 páginas, a publicação tem posfácio escrito por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-vice-presidente da Rede Globo.


Via: Portal da Propaganda

“Talento não pode ser tratado como commodity”

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Em busca de mudanças na relação entre clientes e prestadores de serviço

“Talento não pode ser tratado como commodity”. Com essa frase, Zezinho Mutarelli, sócio da Sax So Funny e diretor da Associação Brasileira das Produtoras de Fonogramas Publicitários, deu início aos trabalhos da comissão “Prestadores de serviços e sua relação com agências e clientes”, na qual o primeiro conferencista foi Washington Olivetto (na foto), chairsman da W/Brasil. Mutarelli, que ressaltou a importância dos prestadores de serviço na realização dos trabalhos publicitários, mostrou-se descontente com a atual relação entre clientes e empresas do setor. “Falta respeito aos ideais dos criadores e aos direitos autorais”, afirmou, acrescentando: “Precisamos lidar com exigências cada vez mais absurdas dos clientes, como pouca verba e pouco tempo. Isso fatalmente gera um trabalho sem qualidade”.

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Fazendo um retrospecto da propaganda nos anos 60 e 70, Olivetto usou o palco para colocar outro assunto em pauta: a necessidade de se resgatar a auto-estima da publicidade brasileira. “O mercado precisa se unir, trabalhar junto. Se isso não acontecer, continuaremos criando novos talentos sem seriedade e perdendo velhos talentos por desleixo”, proclamou.

Segundo Mutarelli, a produção é tratada com desdenho pelos anunciantes. “Apenas 2% do orçamento é voltado para a produção. Isso sem contar o nível de qualidade exigido em um curtíssimo espaço de tempo”, lembrou.

O assessor jurídico da Abap, Abrafoto, Aprosom, APP, Sindapro-SP e sócio da Paulo Gomes de Oliveira Filho Advogados Associados, Paulo Gomes de Oliveira Filho, que representa várias das partes envolvidas na discussão, deu um parecer sobre a atual norma voltada aos direitos autorais. “Os direitos autorais são de todos os participantes, desde as agências até as produtoras de som e de filme, fotógrafos, atores e modelos. Estamos aqui, reunidos, para garantir a aplicação efetiva desses direitos”, enfatizou.

Por fim, Mutarelli apresentou a tese aos congressistas presentes. Cláusulas como a garantia de boas condições de trabalho aos prestadores de serviço, tais como não atraso no pagamento, foram votadas e aprovadas pelos presentes. Mudanças na forma de lidar com as obras internacionais veiculadas no Brasil também foram sugeridas. De acordo com a recomendação, será exigida a produção de uma nova trilha sonora, brasileira, e o fomento de pelo menos uma diária de filmagem feita por uma produtora brasileira cadastrada na Ancine.

Segundo Muratti: “Há luz no fim do túnel”.

(Matéria da Heloísa de Oliveira. Via Portal da Propaganda)

 Será?

Cannes Lions 2008

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Enquanto você está aqui lendo esse texto, lá na França está acontecendo o mais famoso festival de propaganda do mundo.  O Festival de Cannes.

O Cannes Lions Festival acontece entre os dias 15 a 21 de junho. O Brasil é o 3o país em inscrições, ficando atrás apenas dos EUA e da Alemanha. Foram 2.461 trabalhos brasileiros inscritos.

Você pode conhecer os bastidores do Festival nesse blog feito pelo Neto (brazuca que faz parte do Jurí da categoria Promo), ou se preferir uma visão mais descontraída da riviera francesa, confira o Yellow Subway que é atualizado pela galera do Desencannes.

Eu já dei uma olhada no Long list da categoria Cyber, que foi divulgado no finzinho do mês passado. Agora queremos saber qual vai ser o short list e, é claro, os vencedores desse ano!

Ah, aproveito pra publicar esse belo anúncio da Orange Apple Retouching, empresa de retoque digital. Bem piada pra publicitário ver!

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(Anúncio via: Brainstorm#9. A criação é da DDB de Vancouver, Canadá.)

A classe dominante

Na edição numero 2054 da revista Veja o destaque foi o consumidor de classe C. E os números são impressionantes. Em dois anos, 20 milhões de brasileiros saíram da pobreza e emergiram para a classe C. Saíram do estrato que as pessoas ganham em media R$ 580,00 mensais e entraram para a classe ganha em media R$ 1062,00 por mês.

Para se ter uma idéia da grandiosidade desses números: em 2005 a classe C representava 34% da população brasileira, hoje se aproxima da metade, com 46%, já as faixas D e E que representavam 51% baixaram para 39%. Em números absolutos 86,2 milhões de pessoas participam da classe C em ascensão. Segundo a revista uma migração de 20 milhões que em media ganharam 500 reais a mais. No periódico não há menção se o incremento foi da renda total da nação, o que seria muito bom e positivo, mas que em nada deixa de positivo se a maior parte for uma redistribuição de renda. Na pratica, são mais pessoas que podem consumir bens de consumo como eletrodomésticos, decorar a casa, viajar, e comprar tudo o que antes não podiam.

A noticia pode ainda ser melhor se interpretarmos o cenário econômico como numa fase ascendente, haja vista que o ano de 2005 as taxas de crescimento da economia não foram tão grandes, mas que elas vem subindo desde então, chegando a casa dos 5% no ultimo ano, com projeção de um incremento ainda maior.

Eu acredito que vivemos um momento interessante da economia, e esse crescimento parece ser sustentável e distribuidor da renda. A estabilidade econômica, popularização ao credito, e de programas assistenciais do governo são políticas econômicas e governamentais que vem sendo positivamente incentivadas ha mais de 10 anos.

Chegou a hora de colher os frutos.

Aperfeiçoamento interno

Atualização e informação são as palavras de lei. Às vezes reclamamos da falta de tempo e de dinheiro, e realmente isso é um problema para todos. Porém, o Sebrae oferece cursos gratuitos e que precisam de muito pouco tempo, podendo ser feitos tanto pelos donos do negócio como pela cadeia de funcionários da empresa.

Nestes cursos são oferecidos conceitos básicos que esquecemos no dia-a-dia. Por exemplo: Iniciando um pequeno grande negócio (ajuda a construir um plano de negócios); Aprender a Empreender (oferece visões básicas sobre empreendedorismo, mercado e finanças); Como vender mais e melhor (modelos de gestão de vendas); Análise e Planejamento Financeiro (Analise financeira do Negócio); De olho na qualidade (praticas diárias com grande impacto na qualidade dos produtos).

São cursos para melhor definição dos resultados, das estratégias e objetivos, sejam de Marketing como um todo, sejam de Comunicação. A Tuppi já experimentou alguns deles, e indica a seus parceiros.

Os cursos não “reinventam a roda” no marketing, mas trazem conceitos importantes que por vezes deixamos de lado: Porque não pedir que a equipe de vendas se inscreva no curso “Como vender mais e melhor”? Porque não sugerir a um gerente que é um braço direito a “Aprender a empreender”? Porque não reciclar suas habilidades financeiras no curso “Analise e Planejamento Financeiro”?

 

Chupadas?

Dizemos: “idéia chupada” quando encontramos anúncios com conceitos criativos parecidos, linhas visuais similares ou quando vemos alguma campanha “descaradamente inspirada” em outras peças publicitárias.

Acho que todo mundo já está familiarizado com esse termo, na área de comunicação.

No início da semana, a F/Nazca S&S ameaçou “processar” a Africa junto ao Conar (Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária) alegando plágio da empresa de Nizan.

E como se não bastasse, hoje, uma agência de Santa Catarina apresentou uma terceira campanha dizendo ser a original.

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F/Nazca para a Revista Piauí.

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Africa para a Folha de S.Paulo.

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Zuco Comunicação para Uniplac.

Os três filmes podem ser vistos aqui no site do Portal da Propaganda, onde vi a notícia agora há pouco.

Tirando o fato das três campanhas utilizarem uma linguagem (um pouco) semelhante, os conceitos criativos são totalmente diferentes e acredito que isso tudo não passe de mais um caso de auto-promoção. E vocês?

Propaganda por Ricardo Nabhan, presidente da FENAPRO

O presidente da FENAPRO (Federação Nacional das Agências de Propaganda), Ricardo Nabhan, deu uma esclaracedora entrevista a Revista About.

Entre outros assuntos ele frisa bastante a necessidade da Agência de Propaganda ser uma geradora de negócios, e que mais do que pecas publicitárias é importante impulsionar os resultados do cliente. Ricardo Nabhan também fala da importância de regionalizar as verbas publicitárias, e descentralizar este controle para melhor servir o mercado.

Seguem alguns trechos da entrevista:

“Uma boa agência funciona como uma empresa catalisadora de negócios, alavancando bem mais resultados do que apenas o impacto das peças publicitárias que cria e veicula. Agora, isso tem que acontecer na prática, porque se ficar só no papel, nas telas de apresentação ou na conversa, o cliente se dá conta rapidinho e parte para outra.”


“E eu acredito que essa regionalização das verbas, privadas e publicas, e uma questão de tempo. Nos estamos trabalhando firmes nesse sentido, promovendo encontros regionais…”

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