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Adidas, Puma e os bastidores do esporte

Você pratica esportes? Usa o tênis pra correr, jogar futebol? Torce por algum time? Já assistiu aos Jogos Olímpicos pela televisão? Já bebeu um refrigerante e viu sua marca preferida numa placa de estádio? E o que isso tem a ver com uma oficina de sapatos e a briga de 2 irmãos de uma cidadezinha do interior da Alemanha? Tudo. Principalmente quando se descobre que essa oficina se transformou em duas das maiores marcas de artigos esportivos do mundo e que suas histórias modificaram completamente a trajetória do esporte moderno. Em seu livro, “Invasão de Campo”, a jornalista Barbara Smit explica porque.

livro 7Os dois irmãos em questão chamavam-se Adolf e Rudolf Dassler. O primeiro era sapateiro, amante dos esportes. Humilde e persistente. Conhecido como Adi, uniu o apelido ao sobrenome e criou a Adidas. O segundo era extrovertido, genioso. Por vezes, grosseiro e implicante. Depois de brigar com o irmão, fundou a Puma. Naquela época, atleta nenhum via o esporte como profissão, nem como prática de lazer.

Através de uma leitura repleta de informações curiosas, é possível estabelecer um paralelo direto do crescimento dessas duas marcas e da expansão e modernização do esporte em todo o mundo: o patrocínio a jogadores, os contratos exclusivos, os grandes negócios, a FIFA, Pelé, João Havelange, o nascimento do marketing esportivo e a fantástica revolução comandada pelo herdeiro da Adidas.

Chamá-lo de interessantíssimo não oferece a real medida desse livro. Por isso, nada mais justo que indicá-lo e deixar que todos tirem suas próprias conclusões. Boa leitura!

A classe dominante

Na edição numero 2054 da revista Veja o destaque foi o consumidor de classe C. E os números são impressionantes. Em dois anos, 20 milhões de brasileiros saíram da pobreza e emergiram para a classe C. Saíram do estrato que as pessoas ganham em media R$ 580,00 mensais e entraram para a classe ganha em media R$ 1062,00 por mês.

Para se ter uma idéia da grandiosidade desses números: em 2005 a classe C representava 34% da população brasileira, hoje se aproxima da metade, com 46%, já as faixas D e E que representavam 51% baixaram para 39%. Em números absolutos 86,2 milhões de pessoas participam da classe C em ascensão. Segundo a revista uma migração de 20 milhões que em media ganharam 500 reais a mais. No periódico não há menção se o incremento foi da renda total da nação, o que seria muito bom e positivo, mas que em nada deixa de positivo se a maior parte for uma redistribuição de renda. Na pratica, são mais pessoas que podem consumir bens de consumo como eletrodomésticos, decorar a casa, viajar, e comprar tudo o que antes não podiam.

A noticia pode ainda ser melhor se interpretarmos o cenário econômico como numa fase ascendente, haja vista que o ano de 2005 as taxas de crescimento da economia não foram tão grandes, mas que elas vem subindo desde então, chegando a casa dos 5% no ultimo ano, com projeção de um incremento ainda maior.

Eu acredito que vivemos um momento interessante da economia, e esse crescimento parece ser sustentável e distribuidor da renda. A estabilidade econômica, popularização ao credito, e de programas assistenciais do governo são políticas econômicas e governamentais que vem sendo positivamente incentivadas ha mais de 10 anos.

Chegou a hora de colher os frutos.

Aperfeiçoamento interno

Atualização e informação são as palavras de lei. Às vezes reclamamos da falta de tempo e de dinheiro, e realmente isso é um problema para todos. Porém, o Sebrae oferece cursos gratuitos e que precisam de muito pouco tempo, podendo ser feitos tanto pelos donos do negócio como pela cadeia de funcionários da empresa.

Nestes cursos são oferecidos conceitos básicos que esquecemos no dia-a-dia. Por exemplo: Iniciando um pequeno grande negócio (ajuda a construir um plano de negócios); Aprender a Empreender (oferece visões básicas sobre empreendedorismo, mercado e finanças); Como vender mais e melhor (modelos de gestão de vendas); Análise e Planejamento Financeiro (Analise financeira do Negócio); De olho na qualidade (praticas diárias com grande impacto na qualidade dos produtos).

São cursos para melhor definição dos resultados, das estratégias e objetivos, sejam de Marketing como um todo, sejam de Comunicação. A Tuppi já experimentou alguns deles, e indica a seus parceiros.

Os cursos não “reinventam a roda” no marketing, mas trazem conceitos importantes que por vezes deixamos de lado: Porque não pedir que a equipe de vendas se inscreva no curso “Como vender mais e melhor”? Porque não sugerir a um gerente que é um braço direito a “Aprender a empreender”? Porque não reciclar suas habilidades financeiras no curso “Analise e Planejamento Financeiro”?

 

Propaganda por Ricardo Nabhan, presidente da FENAPRO

O presidente da FENAPRO (Federação Nacional das Agências de Propaganda), Ricardo Nabhan, deu uma esclaracedora entrevista a Revista About.

Entre outros assuntos ele frisa bastante a necessidade da Agência de Propaganda ser uma geradora de negócios, e que mais do que pecas publicitárias é importante impulsionar os resultados do cliente. Ricardo Nabhan também fala da importância de regionalizar as verbas publicitárias, e descentralizar este controle para melhor servir o mercado.

Seguem alguns trechos da entrevista:

“Uma boa agência funciona como uma empresa catalisadora de negócios, alavancando bem mais resultados do que apenas o impacto das peças publicitárias que cria e veicula. Agora, isso tem que acontecer na prática, porque se ficar só no papel, nas telas de apresentação ou na conversa, o cliente se dá conta rapidinho e parte para outra.”


“E eu acredito que essa regionalização das verbas, privadas e publicas, e uma questão de tempo. Nos estamos trabalhando firmes nesse sentido, promovendo encontros regionais…”