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Instituto Sacatar

Recentemente tive o prazer de conhecer o Instituto Sacatar, e a proposta de trabalho dessa instituição me deixou fascinado.

logo sacatar

Imagine uma pousada - belíssima, aconchegante e habitada por artistas do mundo inteiro. O Sacatar é bem mais que isso, mas é isso também. O lugar não é uma pousada, é bom que fique claro, mas o ambiente é tão agradável quanto. Na realidade, o Instituto Sacatar é uma entidade sem fins lucrativos que recebe artistas de todas as partes do planeta - inclusive do Brasil - e colabora com seus projetos provendo-lhes um local para estadia, além de alimentação e um ambiente adequado para desenvolvimento dos seus trabalhos - estúdio, atelier, sala do escritor.

Sacatar

Descobrí o Sacatar através de uma amiga que pediu a ajuda de quem pudesse dar uma forcinha para duas artistas que estão atualmente hospedadas no Instituto - a fotógrafa de Nova York, Lauri Lyons e a artista da África do Sul, Hannah Morris.

Lauri Lyons pretende realizar um trabalho na Liberdade, em Salvador, onde quer tirar fotos do cotidiano daquele bairro, mas como não fala nada de português, precisa de alguém fluente em inglês para acompanhá-la.

Já Hannah Morris, que é ilustradora, pretende fazer contato com pessoas que lhe contem histórias afro-brasileiras - mitos e lendas urbanas passadas através de gerações. Sua intenção é ilustrar as tais histórias para, posteriormente, publicar um livro. Ela também não fala português e também precisa de alguém fluente em inglês para acompanhá-la em suas visitas.

Interessados, procurem se informar.

Motumbá invade o Correio da Bahia

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Saiu no último domingo a capa falsa criada pela Tuppi para o bloco Beijo, que no Carnaval 2009 tem como grande atração a banda Motumbá. A capa - duas páginas duplas do Correio da Bahia - reuniu as principais informações sobre o bloco - sua história, a criação da nova marca - e as curiosidades a respeito da banda - o figurino, a música, o estilo. A banda se apresenta na Área Verde do Othon todos os domingos a partir das 19h.

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Custe o que custar

CQC

O CQC, novo programa da Band, vem conseguindo bons índices de audiência nas noites de segunda-feira. Com bom humor, irreverência e sagacidade, os apresentadores cutucam questões do universo cotidiano e não perdoam nem políticos nem celebridades. Hugo Chavéz, Paulo Maluf e o padre Marcelo Rossi foram algumas de suas vítimas.

CQC

O programa tem como líder o ator, diretor e escritor, Marcelo Tas, que conta com o apoio de algumas figurinhas conhecidas como Rafinha Bastos e Danilo Gentili. Os outros canais de TV já abriram os olhos para o novo concorrente que renova no Brasil esse formato já consagrado em países como a Argentina, o Chile e a Espanha. Vale a pena conferir. Toda segunda, 22h15.

Da série: Novos Clientes | Parte 1

FBB

Chega à tribo mais um novo cliente: a Faculdade Batista Brasileira. A instituição, que tem como Reitor o Bispo Átila Brandão, fica localizada no bairro do Itaigara e atualmente oferece 5 cursos: Administração, Pedagogia, Filosofia, Teologia e Direito. A primeira campanha foi criada para o Vestibular 2008.2 e em poucos dias será apresentada ao público.

O cliente tem sempre razão

Prêmios são bons. E alguns deles estão a caminho. Mas nada supera o reconhecimento de um cliente satisfeito. A Tuppi agradece a querida Dra.Márcia Braga pelo carinhoso e-mail enviado à agência. A ela, e aos demais parceiros, garantimos que a tribo continuará a sua busca obsessiva pela qualidade. Abaixo, trechos do email enviado por Márcia:

“Oi Lucas, Luciano, Filipe!
Estou enviando este e-mail para compartilhar com vocês (…) - com quem eu tive mais contato - que inicío o curso (…) dia 31 de maio, e desde (…) abril não tenho mais vagas (…). As pessoas continuam procurando (…), e até pacientes já chegaram graças ao folder. (…) Tenho uma boa caminhada de conhecimentos, mas soube procurar quem me ajudasse a me “vestir” bem, e sei reconhecer a ajuda valorosa de vocês enquanto profissionais que são. O folder ficou lindo! Um lindo vestido para mim. Dia 31 de maio (estarei) iniciando o curso (…) e certamente incluirei vocês - A TRIBO - nos meus agradecimentos do coração! Abraços, Márcia Braga”

Tuppi na avenida

A Tuppi criou a nova marca do Camarote Ondina. A produção do Camarote solicitou uma reformulação em sua antiga marca, que não possuía boa aplicação e nem obedecia a uma hierarquia visual. A nova marca criada pela Tuppi traz as mesmas cores, mas não carrega mais o termo “Tower”, presente na antiga logo.

O Camarote Ondina é um empreendimento realizado pela Central do Carnaval em parceria com a 2GB e a Rafa Produções.

Ondina

Não morda a língua portuguesa

A Prefeitura de Salvador colocou no ar uma campanha que destaca as obras realizadas na cidade. Muitas imagens e uma música no melhor estilo ‘pagode da Bahia’: “E tome obra! Tome obra!”. Em meio a isso, um  apresentador informa alguns dados e termina dizendo: “É obra que não acaba mais!

Na hora eu ri e pensei: “Ele disse isso mesmo?”. A princípio, é claro que eu entendi que o que ele quis dizer foi que a Prefeitura vem realizando inúmeras obras. Mas foi inevitável rir ao perceber que ele também dizia que a obra começa, mas quando ela acaba, aí já é outra história.

Em outro caso, um partido do qual não me lembro a legenda, reuniu vários prefeitos para mostrar a qualidade de suas administrações. Um deles, uma prefeita, jovem e simpática, finaliza seu texto com um daqueles slogans que toda administração pública tem. E eu pude escutar: “Prefeitura de Tal Lugar. Honestidade Corrupção Zero”. Assim. De um tiro só. Sem pontuação. Novamente o espanto: “Ela disse o quê aí?”. Novas risadas. Coitadinha da prefeita. Possivelmente entregaram a ela um texto correto, mas na hora de gravar, ela não deu a pausa que enfatizaria a palavra “honestidade” e ficou parecendo que, naquela cidade, a corrupção e a honestidade eram ambas iguais a zero.

Duda Mendonça já declarou que “comunicação não é o que se diz, mas é como os outros te entendem”. Bom. Nem todos os candidatos se deram conta disso ainda.

Esperança x Mudança

Tuppi Propaganda. Existem algumas razões pra essa agência ter recebido esse nome. “Tuppi” é uma tentativa de aproximar nossa identidade da imagem desse país chamado Brasil. Foi um jeito de reafirmar nossos valores culturais e de demonstrar nosso respeito por essa nação grandiosa e apaixonante. Infelizmente, tudo isso que nos inspira, às vezes é posto sob a sombra de fatos lamentáveis. E é movido por um acontecimento recente que hoje passarei a acompanhar atentamente uma disputa que é travada nesse país: Esperança x Mudança. A partir de hoje, cada vez que eu souber de algum fato ou notícia que tenha contribuído para transformação e melhoria desse país, a Mudança marcará 1 ponto. Quando for o contrário, e esse acontecimento aumentar ainda mais a gravidade da nossa situação, será a Esperança quem marcará 1 ponto. E quanto a isso, talvez eu deva dar maiores explicações.

Pois bem. Pra mim, a esperança é um sentimento oportunista. Ela se aproveita dos momentos de tristeza e decepção pra moderar a gravidade e o absurdo das situações. Ela nos faz aguardar. Nos transforma em agentes passivos e, às vezes, conformado. É quando algo de ruim acontece que nos apegamos à ‘esperança’. Quando algo não vai bem, é a esperança que nos faz crer que aquilo poderá mudar. Porque é isso que nós queremos: a mudança. Ou alguém que está feliz tem ‘esperança’ de ver sua vida de outro jeito? Por isso é que estou convencido: a esperança nos acomoda. A mudança nos transforma.

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Esperança 1 x 0 Mudança | A disputa continua

Será que é possível dizer, numa mesma frase, que uma freira norte-americana que vivia no Brasil e participava de ações de apoio aos sem-terra foi morta a tiros em 2005, no Pará, mas graças ao trabalho da policia, 2 homens foram presos após confessarem o crime que, para o Ministério Público, foi cometido a mando do patrão, o fazendeiro Vitalmiro Bastos, condenado a 30 anos de prisão e em seguida absolvido após um 2º julgamento? No Brasil, é. E isso me revolta!

Se a Esperança marca 1 ponto, é sinal de que as coisas ainda precisam mudar.

Só na Bahia

A entrevista concedida pelo professor Antônio Natalino Dantas, do curso de medicina da UFBA, fez muita gente se sentir ofendida. O professor declarou à um programa da rádio Band News que o mau desempenho dos estudantes de medicina daquela faculdade estava relacionado a uma deficiência de QI do povo baiano. Não ficou só por aí. O professor também fez comentários a respeito do Olodum, a respeito do berimbau e da incapacidade do baiano em promover o desenvolvimento da Bahia como um todo.

Pois bem. É provável que muitos tenham ficado estarrecidos, como também é bem provável que muitos por aí tenham dito coisas do tipo “é isso mesmo”, “baiano não quer nada”.

O professor não tem mais vinte e poucos anos e é bem possível que, apesar de preconceituosas, suas declarações sejam apenas o reflexo de alguns traços de personalidade que, não raro, acompanham a chegada da idade. Um senhor rabugento - se é que assim fica mais claro.

Eu, pessoalmente, não escuto o Olodum quando estou em casa. Nem tão pouco tenho um berimbau pendurado na parede da sala. Confesso, inclusive, que não me identifico com a imagem estereotipada que foi forjada para representar o povo da Bahia. E, como muitos, tenho severas críticas a um monte de coisas que me incomodam nessa terra. Acima de tudo, porque quero vê-la crescer. Mais e melhor.

Baiano eu sou. Vou em festas e como acarajé. Mas não jogo capoeira, não sei quem é Iansã, nem nunca decorei o hino do Senhor do Bonfim. Isso só para citar alguns amuletos da imagem recorrente. Pra ser honesto, me agrada saber que eu não sou igual. Me agrada saber que “ser baiano” é ser muita coisa. É isso que me orgulha em ter nascido aqui: saber que não há ninguém igual a nós.

Costumo dizer que a Bahia está para o Brasil, como o Brasil está para o mundo. E para esse professor, eu gostaria de dizer que Caetano Veloso, em mil novecentos e Gilberto Gil, foi altamente Jorge Amado pela maneira Rui Barbosa como se Milton Santos. Enquanto o senhor se Raul Seixas, a Bahia se Gal Costa abertamente, nesse Elsimar Coutinho que os tempos de Bethânia nos João Gilberto. Portanto, eu Leleco que todos me Nizan Guanaes, na tentativa de Glauber Rocha um pouquinho mais a Bahia. Porque de Carlinhos Brown em Carlinhos Brown, se faz um Castro Alves.  E Waly Salomão, daquele que disser o contrário!

Um grande encontro

phono73

Em uma das perguntas, o Tarik comenta o papel de “coringa” desempenhado por Gil, que participou de vários momentos durante o festival, inclusive ao lado de Jorge Ben, com quem mais tarde ele gravaria um disco. Questionado se foi dali que saiu o embrião para o disco dessa dupla, veja o que Midani respondeu, na integra:

“Não. O embrião surgiu num encontro na minha casa, num dia em que o Roberto Stigwood, que tinha a RSO Records, veio com o Eric Clapton de férias. O Stigwood me perguntou “por que você não faz uma reunião do Clapton com os artistas brasileiros?”. Então, naquela noite, foram na minha casa, Jorge, Gil, Caetano, Rita Lee, Erasmo Carlos, muita gente. Todo mundo foi buscar seus violões, exceto Clapton, que já tinha trazido o dele. O Armando Pitigliani foi buscar uma tumbadora e se fez uma roda. O Cat Stevens estava também. De repente, o Cat saiu da roda, a Rita também, não sei se nessa ordem, saiu o Caetano. Eu sei que no fim ficaram Clapton, Gil e Jorge. Aí o Clapton disse: “Para mim não dá mais”. E também saiu. Ficaram só Gil e Jorge e foi memorável, memorável.(…)”.

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