A Prefeitura de Salvador colocou no ar uma campanha que destaca as obras realizadas na cidade. Muitas imagens e uma música no melhor estilo ‘pagode da Bahia’: “E tome obra! Tome obra!”. Em meio a isso, um  apresentador informa alguns dados e termina dizendo: “É obra que não acaba mais!

Na hora eu ri e pensei: “Ele disse isso mesmo?”. A princípio, é claro que eu entendi que o que ele quis dizer foi que a Prefeitura vem realizando inúmeras obras. Mas foi inevitável rir ao perceber que ele também dizia que a obra começa, mas quando ela acaba, aí já é outra história.

Em outro caso, um partido do qual não me lembro a legenda, reuniu vários prefeitos para mostrar a qualidade de suas administrações. Um deles, uma prefeita, jovem e simpática, finaliza seu texto com um daqueles slogans que toda administração pública tem. E eu pude escutar: “Prefeitura de Tal Lugar. Honestidade Corrupção Zero”. Assim. De um tiro só. Sem pontuação. Novamente o espanto: “Ela disse o quê aí?”. Novas risadas. Coitadinha da prefeita. Possivelmente entregaram a ela um texto correto, mas na hora de gravar, ela não deu a pausa que enfatizaria a palavra “honestidade” e ficou parecendo que, naquela cidade, a corrupção e a honestidade eram ambas iguais a zero.

Duda Mendonça já declarou que “comunicação não é o que se diz, mas é como os outros te entendem”. Bom. Nem todos os candidatos se deram conta disso ainda.