Arquivo Mensal: Abril de 2008

 

Adidas, Puma e os bastidores do esporte

Você pratica esportes? Usa o tênis pra correr, jogar futebol? Torce por algum time? Já assistiu aos Jogos Olímpicos pela televisão? Já bebeu um refrigerante e viu sua marca preferida numa placa de estádio? E o que isso tem a ver com uma oficina de sapatos e a briga de 2 irmãos de uma cidadezinha do interior da Alemanha? Tudo. Principalmente quando se descobre que essa oficina se transformou em duas das maiores marcas de artigos esportivos do mundo e que suas histórias modificaram completamente a trajetória do esporte moderno. Em seu livro, “Invasão de Campo”, a jornalista Barbara Smit explica porque.

livro 7Os dois irmãos em questão chamavam-se Adolf e Rudolf Dassler. O primeiro era sapateiro, amante dos esportes. Humilde e persistente. Conhecido como Adi, uniu o apelido ao sobrenome e criou a Adidas. O segundo era extrovertido, genioso. Por vezes, grosseiro e implicante. Depois de brigar com o irmão, fundou a Puma. Naquela época, atleta nenhum via o esporte como profissão, nem como prática de lazer.

Através de uma leitura repleta de informações curiosas, é possível estabelecer um paralelo direto do crescimento dessas duas marcas e da expansão e modernização do esporte em todo o mundo: o patrocínio a jogadores, os contratos exclusivos, os grandes negócios, a FIFA, Pelé, João Havelange, o nascimento do marketing esportivo e a fantástica revolução comandada pelo herdeiro da Adidas.

Chamá-lo de interessantíssimo não oferece a real medida desse livro. Por isso, nada mais justo que indicá-lo e deixar que todos tirem suas próprias conclusões. Boa leitura!

Cada um com seu cinema

Em homenagem ao 60º aniversário do Festival de Cinema de Cannes, o presidente do festival, Gilles Jacob, convidou mais de trinta cineastas para fazer contribuições de três minutos a uma obra coletiva. O filme “Cada um com seu cinema” — que assisti no circuito de Sala de Arte daqui de Salvador — fala basicamente do amor ao cinema, passando por todo o imaginário que a telona nos proporciona.

É muito interessante ver a diversidade de interpretações e histórias que acontecem nas salas de projeção, dentro e fora das salas cinemas. Assim, depois de assistir filmes de David Lynch, Roman Polanski, Walter Salles, Gus Van Sant, entre outros mestres, separei o curta do brasileiro (que conta com a fantástica dupla Cajú e Castanha) para vocês darem uma olhada.

Os caras são muito bons!

A classe dominante

Na edição numero 2054 da revista Veja o destaque foi o consumidor de classe C. E os números são impressionantes. Em dois anos, 20 milhões de brasileiros saíram da pobreza e emergiram para a classe C. Saíram do estrato que as pessoas ganham em media R$ 580,00 mensais e entraram para a classe ganha em media R$ 1062,00 por mês.

Para se ter uma idéia da grandiosidade desses números: em 2005 a classe C representava 34% da população brasileira, hoje se aproxima da metade, com 46%, já as faixas D e E que representavam 51% baixaram para 39%. Em números absolutos 86,2 milhões de pessoas participam da classe C em ascensão. Segundo a revista uma migração de 20 milhões que em media ganharam 500 reais a mais. No periódico não há menção se o incremento foi da renda total da nação, o que seria muito bom e positivo, mas que em nada deixa de positivo se a maior parte for uma redistribuição de renda. Na pratica, são mais pessoas que podem consumir bens de consumo como eletrodomésticos, decorar a casa, viajar, e comprar tudo o que antes não podiam.

A noticia pode ainda ser melhor se interpretarmos o cenário econômico como numa fase ascendente, haja vista que o ano de 2005 as taxas de crescimento da economia não foram tão grandes, mas que elas vem subindo desde então, chegando a casa dos 5% no ultimo ano, com projeção de um incremento ainda maior.

Eu acredito que vivemos um momento interessante da economia, e esse crescimento parece ser sustentável e distribuidor da renda. A estabilidade econômica, popularização ao credito, e de programas assistenciais do governo são políticas econômicas e governamentais que vem sendo positivamente incentivadas ha mais de 10 anos.

Chegou a hora de colher os frutos.

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