Numa viagem marcada de última hora, resolvi ir a um dos shows mais badalados do ano. Com apresentações no Rio e São Paulo, a turnê sulamericana de Ozzy Osbourne passou pelo Brasil entre os dia 03 e 05 desse mês.

São Paulo já está virando minha segunda casa. Estive lá exatamente há um mês atrás para assistir a outros dois grandes shows de rock - a banda inglesa Iron Maiden (esse show foi sem comentários! Incrível!) e, dois dias depois, Bob Dylan. É uma ótima cidade para passar uns dias, não para morar.

Voltando ao show de Ozzy, viajei sem ter comprado ingresso. Não foi arriscado - apesar de parecer -, pois ainda se podia encontrar ingressos a venda pela internet. Bem, corria o risco de venderem o que sobrou até o dia do show, mas é aí que entra o espírito de aventura! Chegando lá, se não achasse na bilheteria teria que recorrer aos amigos cambistas.

Fui para o estádio do Palmeiras - local do show - as 18:30h para conseguir comprar o ingresso e ainda procurar um lugar legal na pista. Acabou que desci do taxi de um lado do estádio e a bilheteria ficava do outro. Só nessa caminhada perdi um bom tempo. No caminho podia ver as diversas figuras engraçadas (e estranhas) que um show de rock consegue reunir. Algumas parecem saídas de capas de discos ou até integrantes das próprias bandas. Não pense que só tinha caras feios e cabeludos vestidos de preto, pois a diferença de Sampa para Salvador é que lá muitas mulheres lindas vão a esse tipo de show.

Na fila da bilheteria fiquei na dúvida se comprava pista especial (área vip) ou a pista comum. Acabei optando pela pista comum - que custava R$180, 120 reais a menos que a vip. Na hora de pagar, a moça da bilheteria perguntou se eu não queria meia-entrada vip. Eu iria recusar?! Claro que não! No fim das contas paguei apenas R$150,00 e ainda fiquei perto do palco. Era um sinal de que o show ia ser 10!

Entrei na fila vip e quase chegando na entrada ouvi a primeira música tocando: era a Black Label começando o show 5 minutos antes do marcado (fdp!). Adiantei o passo e, logo que passei pela catraca, comecei a filmar - num ato de preocupação (e para causar inveja, claro! rs) com meu amigos que não puderam me acompanhar nessa viagem - em especial Gabriel, que sempre me acompanha nessas aventuras rock ‘n’ roll, e Lucas de Ouro, um verdadeiro rock star fã (mas que nunca vai aos shows que acontecem!).

black

O show do Black Label foi incrível. Assistir e ouvir Zakk Wylde ao vivo é sensacional. O cara toca muita guitarra! Um fato especial foi que durante o show, ele acabou se cortando - nao sei ao certo como, mas ele tem o péssimo costume de amassar latinhas de cerveja com a mão - e a sangrar bastante. As guitarras ficavam escorrendo sangue. Nem por isso ele diminui o ritmo, pelo contrário!

 

zakk

O show da Korn foi uma total novidade. Nunca tinha escutado a banda e não esperava muito para ser sincero. Mas acabei me surpreendendo e curti bastante a apresentação dos caras.

korn

Enfim, o tão esperado momento chegou. Na abertura do show de Ozzy um vídeo com paródias de séries sempre tendo ele como protagonista da cena. Ao entrar no palco, Ozzy levou a galera a loucura. Foi um empurra-empurra que fiquei com medo de perder meu celular - eu estava usando-o para filmar o show. Sobre a apresentação dele, só quem foi para saber o quanto valeu a pena estar ali.

Gravei outros diversos vídeos para deixar tudo registrado. Postarei depois aqui mais alguns deles. Bem, a próxima aventura já está marcada. Será dia 2 de novembro - novamente em São Paulo - para o GP Brasil de F1. Quem sabe não vejo ao vivo Felipe Massa sendo campeão mundial?! Quem quiser me acompanhar está convidado! ;)