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Na última sexta-feira fui ao Teatro Castro Alves em companhia do meu xará Lucas Souto, para a palestra de abertura do Fronteiras Braskem do Pensamento, que traz à Bahia um ciclo de conferências com alguns dos mais importantes artistas e pensadores contemporâneos.

Na ocasião, o filósofo francês Bernard-Henri Lévy (ou BHL, como é mais conhecido) falou sobre passagens marcantes em sua vida de filósofo e discorreu sobre momentos históricos da sua trajetória de pensador (ah! Entre outras coisas, BHL é multimilionário, dono de uma das 10 maiores fortunas da França, já teve inúmeras obras publicadas, foi correspondente de guerra e faz parte do governo Sarkozy).

Segundo ele, seus colegas, pensadores e europeus do século XXI, foram inevitavelmente influenciados por fatos de relevância história que até então eu desconhecia: o terror da presença nazista na Europa, quando, segundo ele, o conceito de ‘mal’ foi substituído pelo de ‘doença’ - procura-se uma cura através do ‘extermínio’ de um vírus; e a revolução do Cambodja, onde houve uma real mudança de valores populares, influenciando inclusive a base social que é a formação da linguagem.

Resumindo: a palestra foi bastante interessante, mesmo com os conhecidos lapsos de tempo e falsos cognatos, normais em uma tradução simultânea. Vale a pena conferir as próximas atrações no site do evento!

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