Ano passado a oposição seja por idealismo ou por birra (mais provável) conseguiu derrubar um imposto que rendia 40 bilhões ao governo, a CPMF. Não penso ser uma taxa tão ruim de ser paga quanto o IR, ISS (Imposto sobre Serviço de qualquer natureza), IPI, IPTU e seus respectivos valores que grande parte da população nem tem idéia de quanto paga.

De qualquer forma era um imposto a menos a pagar dos nossos mais de 146 dias de trabalho que dedicamos a pagar nosso ao jurássico, impotente e incompetente estado.

De qualquer forma seria uma alegria tributária aos bolsos de todos os brasileiros que tem conta em banco.

De qualquer forma seria doce saber que estamos sendo um pouco menos surrupiados.

De qualquer forma seria no mínimo recofortante saber que tiramos deles ao menos 5% do orçamento do Governo e teriamos esse dinheiro de volta.

Mas a alegria durou pouco.

Um pacote (que Lula diz detestar) visa recuperar boa parte dos recursos perdidos com o fim da CPMF. E no fim das contas acabaremos pagando da mesma forma e a gastança de dinheiro público continuará a mesma.

Resta esperar que a ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) proposta pela oposição seja aceita, e esse pacote sofra de vício de inconstitucionalidade.

Sem conversa fiada. Todos sabemos que essas novas aliquotas vêm para manter a receita anterior. Mas eles não conseguem largar o osso.